Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Bragança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Bragança. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A Noite e o Riso - Tomás

E vai, chega uma carta dele. À transparência desse escrito via-se o perfil da crise crónica, obstinadíssima, que nunca o deixara em paz: a dúvida sobre a sua utilidade na existência. Essa interrogação segui-lo-á até à tumba como um cão sinapismoso: inútil combatê-la (também o mais que fiz até à data foi dar nela porradas levezinhas, de raspão, de lado; como quem apedreja um animal que trota pela estrada).. Ao receber a dita carta em que o Tomás perdia seu doer-se, respondi-lhe: «Os loucos são o sal da terra, e se eles perderem a loucura, oh Elsa, pira-te!»

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Noite e o Riso

«Detesto a juventude, e ainda para mais quando é porca», declarou ele (avô) ao outro ele (o Professor). «A juventude é má, ociosa e egoísta. Pessoalmente, divido os habitantes do mundo em duas classes: a dos que leram romances franceses antigos e a dos que não leram romances franceses antigos. Se eu fosse Deus, fulminaria a segunda e colocaria a primeira à testa de todos os bancos, jornais e repartições. Isto é a minha opinião», concluiu com um sorriso severo.