O conhecimento da boa literatura, que era universal entre as pessoas educadas de há cinquenta anosm está agora confiado a poucos professores. Todos os prazeres mais tranquilos foram abandonados. Alguns estudantes americanos levaram-me a passear, na primavera, a um bosque situado na extremidade do seu campus, cheio de delicadas flores bravias, mas nenhum dos meus guias conhecia pelo menos o nome de uma delas. Qual seria a utilidade de tal conhecimento? Ele não aumentaria os rendimentos de ninguém.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2021
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
A conquista da felicidade
É muito estranho que apenas poucos homens compreendam que não estão irremediávelmente amarrados à engrenagem torturante de um trabalho monótono e que a maioria continue presa ao seu rodar só por não se aperceber que com esse trabalho não alcança plano mais elevado. Refiro-me, é claro, aos grandes homens de negócio, aos que têm já bons rendimentos e podiam, se quisessem, viver deles. Mas proceder assim parecer-lhes-ia vergonhoso, teriam a impressão de desertar do exército na presença do inimigo; contudo, se lhes perguntarem que causa pública servem com o seu labor, não sabem o que responder, mesmo depois de terem lido todas as banalidades contidas nos artigos que se escrevem sobre as virtudes duma vida dedicada ao trabalho
sábado, 4 de fevereiro de 2012
History of Western Philosophy
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Bertrand Russell
Men fear thought as they fear nothing else on earth - more than ruin - more even than death... Thought is subversive and revolutionary, destructive and terrible, thought is merciless to privilege, established institutions, and comfortable habit. Thought looks into the pit of hell and is not afraid. Thought is great and swift and free, the light of the world, and the chief glory of man.
Via Abrupto
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
A Última Oportunidade do Homem
Alguns adversários do comunismo, ao tentarem elaborar uma ideologia para uso das potências atlânticas, inventaram o que chamam os «valores ocidentais». Tais valores parecem consistir na tolerância, no respeito pela liberdade individual, no amor fraternal. Receio que tudo isso esteja em contradição flagrante com a história. Se compararmos a Europa aos outros continentes, verificamos que ela se distingue como o continente da perseguição. E a perseguição só cessou depois de uma longa e amarga experiência da sua inutilidade; manteve-se enquanto protestantes e católicos tiveram esperança de se exterminarem uns aos outros. Sob esse aspecto, a história europeia é muito mais sombria do que a dos maometanos, índios ou chineses. Não, se o Ocidente pode proclamar a sua superioridade em qualquer coisa, não é no domínio dos valores morais, mas sim no da ciência e no da técnica.
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