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terça-feira, 29 de abril de 2008

Utopia

Na Utopia, não se usa moeda nas transacções: reserva-se para as situações críticas, possíveis mas incertas. Não têm o ouro e a prata nesse país maior valor do que o que a natureza lhes confere e atribui-se-lhes muito menos valor que ao ferro, tão necessário ao homem como a água e o fogo. O ouro e a prata não têm com efeito virtude, emprego ou propriedade cuja privação constitua inconveniente natural e verdadeiro. Foi a loucura humana que lhes deu tamanho valor por ser serem raros. A natureza, essa mãe previdente, escondeu-os a grandes profundidades, como produtos inúteis e vãos, da mesma forma que põe a descoberto o ar, a água e a terra e tudo quanto há de bom e realmente útil.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Utopia

Não será um dever para vós como para todo o bom cidadão sacrificar ao interesse geral as antipatias particulares? Foi Platão quem disse: A humanidade será feliz no dia em que os filósofos forem reis ou os reis filósofos. Ai! Como essa felicidade está longe de nós, se os filósofos nem sequer se dignam assistir aos reis nos seus conselhos!