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quinta-feira, 7 de março de 2013
The Gay Science
193. Kant’s Joke — Kant wanted to prove, in a way that would dumbfound the common man, that the common man was right: that was the secret joke of this soul. He wrote against the scholars in support of popular prejudice, but for scholars and not for the people.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A Origem da Tragédia
Dizer, com efeito, que na vida tudo se passa realmente de maneira tão trágica não seria razão suficiente para explicar o nascimento de uma forma de arte; a não ser que a arte não seja unicamente concebida como uma imitação da realidade natural, mas seja, principalmente, um suplemento metafísico desta realidade que transfigura, enfim, para a tornar suportável. Na medida em que promana da arte, o mito trágico participa plenamente desta transfiguração metafísica que é o fim da arte em geral: mas o que transfigura ele ao apresentar-nos o mundo fenomenal na imagem do herói infeliz? Nada mais do que «a realidade» desse mundo fenomenal, pois que justamente nos diz: «Olhai! Olhai bem! Eis a vossa vida! Eis o ponteiro que marca as horas no relógio da vossa existência!»
domingo, 21 de dezembro de 2008
O Anticristo
No seu íntimo o cristianismo possui várias subtilezas que pertencem ao Oriente. Em primeiro lugar, sabe que é de pouca relevância se uma coisa é verdadeira ou não, desde que se acredite que é verdadeira. Verdade e fé: aqui temos dois mundos de idéias inteiramente distintas, praticamente dois mundos diametralmente opostos – os seus caminhos distam milhas um do outro. Entender esse facto a fundo – isso é quase o suficiente, no Oriente, para fazer de alguém um sábio. Os brâmanes sabiam disso, Platão sabia disso, todo o estudante de esoterismo sabe disso. Quando, por exemplo, um homem sente qualquer prazer através da idéia de que foi redimido do pecado, não é necessário que seja realmente pecador, mas simplesmente que se sinta pecador. Mas quando a fé é exaltada acima de tudo, disso segue-se necessariamente o descrédito à razão, ao conhecimento e à investigação meticulosa: o caminho que leva à verdade torna-se proibido.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O Anticristo
46.
- Que se conclui daqui? Que se faz bem em pôr as luvas quando se lê o Novo Testamento. A isso somos obrigados pela existência nele de tanta sujidade.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O Anticristo
62.
- Termino aqui e pronuncio a minha sentença. Eu condeno o cristianismo, ergo contra a Igreja cristã a mais terrível das acusações que jamais acusador algum pronunciou. Ela é a maior corrupção que se possa imaginar, ela teve a vontade da última corrupção imaginável. A Igreja cristã não poupou em parte alguma a sua corrupção, fez de todos os valores não-valores, de cada verdade uma mentira, de cada integridade uma baixeza da alma. Que alguém ouse ainda falar-me dos seus benefícios «humanitários». Suprimir uma miséria era contrário ao seu mais profundo utilitarismo, ela viveu de misérias, ela criou misérias para se eternizar. O verme do pecado, por exemplo: uma miséria com a qual só a Igreja enriqueceu a humanidade! A «igualdade das almas diante de Deus», essa falsidade, esse pretexto para os mais baixos rancores, esse explosivo da ideia, que acaba por se tornar Revolução, ideia moderna, princípio da degenerescência de toda a ordem social - é a dinamite cristã... Os benefícios «humanitários» do cristianismo! Fazer da humanitas uma contradição, uma arte da poluição, uma aversão, um desprezo de todos os instintos bons e rectos! Eis os benefícios do cristianismo! - O parasitismo, única prática da Igreja, bebendo, com o seu ideal de anemia e de santidade, o sangue, o amor, a esperança da vida; o além, negação de toda a realidade; a Cruz, sinal de adesão para a conspiração mais subterrânea que jamais existiu - conspiração contra a saúde, a beleza, a rectidão, a bravura, o espírito, a beleza de alma, contra a própria vida...
Quero inscrever em todas as paredes esta acusação eterna contra o cristianismo em toda a parte onde houver paredes - tenho letras que fazem ver até os próprios cegos... Chamo ao cristianismo a única grande calamidade, a única grande perversão interior, o único grande instinto de ódio que não encontra meio suficientemente venenoso, suficientemente subterrâneo, assaz pequeno - chamo-o o único e imortal estigma vergonhoso da humanidade...
E mede-se o tempo a partir do dia nefasto que marcou o início deste destino - a partir do primeiro dia do cristianismo! - Porque não se havia de medir a partir do seu último dia? A partir de hoje - Transmutação de todos os valores!...
quarta-feira, 7 de março de 2007
Para Além de Bem e Mal
35 - Ó Voltaire! Ó humanidade! Ó disparate! Isso da "verdade", da procura da verdade tem que se lhe diga; e se o homem procede demasiado humanamente - il ne cherche le vrai que pour faire le bien - aposto que nada encontrará!
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Para Além de Bem e Mal
164 - Jesus disse aos seus judeus: "A lei foi feita para servos, - amai Deus como eu o amo, como seu filho! Que nos importa a nós, filhos de Deus, a moral!"
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