Vós outros homens - exclamei para mim -, não podeis falar de nada sem dizer primeiro: Isto é louco, aquilo é prudente, isto é bom, aquilo é mau! O que é que isso quer dizer? Já profundastes os verdadeiros motivos de uma acção? Já distinguistes as razões que as provocaram? Se tivésseis feito isto, não seríeis tão prontos nas vossas apreciações.
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sábado, 10 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Carta a Schiller
Édipo (Rei Édipo, de Sófocles) não passa, de certo modo, de uma análise trágica. Tudo já está ali e se acha desenvolvido.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Werther
- 13 de Maio
Perguntas-me se quero que me mandes os meus livros. Pelo amor de Deus, meu amigo, nem penses nisso! Não quero ter comigo esses perigosos estimulantes que inflamam, que irritam o coração e o meu já está demasiadamente exaltado. Careço apenas de doces cânticos que me embalem e o meu Homero dá-mos generosamente. Quantas vezes nele tenho encontrado refrigério ao ardor do meu sangue! Porque tu não viste, estou certo, mais nada volúvel nem mais irregular do que o meu temperamento.
Acaso será preciso dizer-to, a ti, meu bom amigo, a quem tantas vezes fatiguei com os meus modos bruscos, passando subitamente de um acesso de desprezo a uma louca alegria e do abatimento melancólico à tempestade do furor? Trato o coração como se trata uma criança doente, satisfazendo-lhe todos os caprichos.
Mas não o digas a pessoa alguma: quem o soubesse veria no meu procedimento um crime.
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