Numa sanita alemã tradicional, o buraco por onde desaparece a merda, quando descarregamos o autoclismo, fica bem à frente, de modo a que a merda se apresente primeiro à nossa frente, para que a possamos cheirar e inspeccionar em relação a vestígios de alguma doença; na sanita francesa típica, pelo contrário, o buraco encontra-se atrás, enquanto a sanita anglo-saxónica apresenta uma espécie de síntese - o recipiente está cheio de água, de modo a que a merda flutue - visível, mas não para ser inspeccionada.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Previsões
O que pretendo argumentar é que a teoria psicanalítica da subjectividade humana vai, longe de se tornar obsoleta, desempenhar um papel fulcral na unificação das ciências da natureza e da noção da liberdade humana no próximo século. A psicanálise vai ajudar, porque introduzirá uma incerteza radical num mundo que se nos afigura inteiramente (e demasiado) previsível à medida que é explicado em termos biológicos. Toda a psicanálise se centra na ideia de que não conseguimos compreender o inconsciente. Este desconhecimento significa liberdade.
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