Há um sinal nos seus verdes corpos ao sol
desfolhando trevos, lábios, olhares quase
transparentes através da tarde. Por vezes
nas suas vozes concentram-se todos os sinais
da sede. Silenciosamente fumam e riem,
é quase em silêncio que amadurecem,
estendem os dedos na relva, verdes corpos.
A solidão é terrível diante deles, consentida
a seus olhos na protecção dos cedros. O que
fere nesse momento é conhecer, agora,
a eternidade e a morte, uma dor infinita
que adormece desejos e lábios sobre os gumes
das estações. As hastes da tarde, douradas, morrem
no interior da vida, na solidão do teu riso.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
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