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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Capítulo 104 - A Baleia Fóssil (Moby Dick)

Ouvimos falar frequentemente de escritores que ascendem e incham com o seu tema de escrita, apesar deste parecer algo vulgar.

sábado, 30 de agosto de 2008

Capítulo 17 - O Ramadão (Moby Dick)

Como eu já disse, eu não tinha qualquer objecção relativamente à religião de qualquer pessoa, fosse ela qual fosse, desde que essa pessoa não matasse ou insultasse outra só porque ela não acreditava naquela religião. Mas quando a religião de um homem se torna num fanatismo, e quando significa para ele um verdadeiro sofrimento; e quando faz com que a terra em que habitamos deixe de ser um local agradável para vivermos, então, nesse caso, penso que é o momento de chamar essa pessoa à parte e conversar com ela.

Capítulo 46 - Suposições (Moby Dick)

A condição permanente do homem, pensava Ahab, é a sordidez.

Capítulo 5 - O Pequeno Almoço (Moby Dick)

No entanto, uma boa gargalhada é uma coisa tão apetecível e quase tão rara como um gesto piedoso. Por isso, se um homem dá motivos para que os outros se riam dele próprio, e não só deixa os outros rir, como também os acompanha na sua alegria, então podemos ter a certeza que esse homem vale muito mais do que aparenta.

Capítulo 65 - A Baleia como Comida (Moby Dick)

Mas, sem dúvida que o primeiro homem que matou um boi foi considerado um assassino e talvez tenha sido enforcado; e se tivesse sido julgado por bois, tê-lo-ia sido certamente; sem dúvida que o merecia, tal como qualquer assassino. Se formor a um mercado de carnes, num sábado à tarde, veremos multidões de bípedes vivos, olhando para as longas filas de quadrúpedes mortos. Uma visão destas não fará arrepiar um canibal? Canibal? E quem não é canibal? Pois eu digo que será mais tolerado ao selvagem das Fiji que conservou um mísero missionário em sal, na sua cela, prevendo uma fome próxima, digo, que esse previdente selvagem terá mais tolerância, no dia do julgamento, do que tu, glutão civilizado e esclarecido, que prendes gansos ao solo e te banqueteias com o seu figado intumescido no teu pâté-de-fois-gras.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Capítulo 1 - Miragens (Moby Dick)

Chamem-me Ismael. Há alguns anos, quantos ao certo, não importa, com pouco ou nenhum dinheiro na bolsa, e sem nada de especial que me interessasse em terra, veio-me à ideia meter-me num navio e ver a parte aquática do mundo. É uma maneira que eu tenho de afugentar a melancolia e normalizar a circulação. Sempre que na minha boca se desenha um esgar carrancudo; sempre que me vai na alma um Novembro húmido e cinzento, sempre que dou comigo a deter-me involuntariamente em frente a agências funerárias ou a engrossar o séquito de todos os funerais com que me deparo; e, especialmente, sempre que me sinto invadido por um estado de espiríto de tal maneira mórbido, que só os sólidos princípios morais me impedem de descer à rua com a ideia deliberada de arrancar metodicamente os chapéus a todos os transeuntes, nessa altura, dou-me conta de que está na hora de me fazer ao mar, o quanto antes. É o meu estratagema para evitar o suicídio. Catão lança-se sobre a espada com um floreado filosófico; eu, calmamente, embarco. Nada há de surpreendente nisto. Embora não se dêem conta, tal como eu, quase todos os homens acalentam, mais tarde ou mais cedo, este desejo de mar.