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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A puta de Mensa

Disseram-me que por cinquenta dólares se podia "ter uma relação sem intimidade". Por cem, a rapariga podia emprestar-nos os seus discos de Bartok, jantar e depois deixava-nos ficar a vê-la ter uma crise de angústia. Por cento e cinquenta, podia-se ouvir FM com gémeas. Por três notas, tinha-se o tratamento completo. Uma judia morena e magrinha fingia ir buscar-nos ao Museu de Arte Moderna, deixava-nos ler a tese de mestrado, metia-se connosco numa discussão de gritos no restaurante Elaine's sobre a concepção freudiana das mulheres e depois fingia um suicídio à nossa escolha - o serão perfeito, para alguns. Bela negociata. Grande cidade, Nova Iorque.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Woody Allen

De todos os homens famosos que jamais existiram, aquele que eu mais gostava de ter sido é Sócrates. Não apenas porque foi um grande pensador, já que eu próprio tenho tido algumas ideias razoavelmente profundas, apesar de rodarem, invariavelmente, em torno de uma hospedeiras das linhas aéreas sueas e de algumas algemas. Não, a grande atracção que o mais sábio de todos os gregos exerce sobre mim é a sua coragem em face da morte. A decisão de não abandonar os seus princípios, de dar a vida para provar um ponto de vista. Pessoalmente, sou um bocado medroso face à ideia de morrer e, com um barulho inesperado, um estampido de escape de automóvel, atiro-me directamente para os braços da pessoa com quem eu estou a conversar. Afinal de contas, a morte corajosa de Sócrates deu à sua vida um significado autêntico; algo que falta completamente à minha existência, apesar de possuir um mínimo de relevância para a Direcção-Geral de Impostos.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Woody Allen

I am not afraid of death, I just don't want to be there when it happens.