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quinta-feira, 19 de março de 2009

O Anel de Basalto

Era sábado, e passeavam-se como de costume os tecnocratas de indústria e os profissionais livres, a cruzar-se com alguns desses espessos casais em fato de treino, obviamente pertencentes a classes de relevo inferior. E mostrava-se a atmosfera geral, a mesma de sempre, povoada pela gente que queria ser vista, e pela que não queria sê-lo, mais pela que pretendia que reparassem que pretendia que não reparassem nela.

O Anel de Basalto

- Mantendo sempre viva a luz do mais entranhado amor ao Reino de Portugal, aqui tens os veros cavaleiros de Malta, tanta vez insultados pela palhaçada daqueles que em Portugal e a esta mesma hora só por ir a Fátima lavar os pés a peregrinos, tarefa que executam de nariz ostensivamente torcido, a nada mais aspiram do que à gloríola de topar com o seu nome, ó quão amiúde grotesco nome!, Tico e Xuxa, Preta e Joni e quejandos horrores, impresso numa revisteca que conceda cobertura à repugnante snobeira de meia dúzia de retardados mentais.

Estâncias

E ao perguntarem-lhe para que latitudes voltaria agora sua fronte, eis que serenamente respondia: Um coágulo? Um verso: verso que respiras, que até aqui não respirava quem te escreve.